Justiça

Influenciadores Gato Preto e Bia Miranda são punidos por acidente e humilhação a vítimas

A Justiça de São Paulo condenou Gato Preto e Bia Miranda após um acidente em 2025. O motorista deve indenizar feridos em mais de R$ 161 mil, enquanto a passageira pagará R$ 50 mil por expor as vítimas nas redes sociais em vez de ajudar.

Condenação judicial atribui responsabilidade a Gato Preto pela colisão e a Bia Miranda pela humilhação das vítimas; entenda o caso

Resumo
A Justiça de São Paulo condenou Gato Preto e Bia Miranda após um acidente em 2025. O motorista, que estava sob efeito de álcool e drogas, deve indenizar as vítimas em mais de R$ 161 mil, enquanto a passageira pagará R$ 50 mil por expor as vítimas nas redes sociais em vez de ajudar. Ambas as partes fugiram do local do acidente e a decisão ainda pode ser contestada.

A Justiça paulista decidiu condenar os influenciadores Gato Preto e Bia Miranda em um processo de reparação de danos morais e materiais resultantes de um acidente de carro ocorrido em agosto de 2025. O criador de conteúdo estava dirigindo um Porsche em alta velocidade, sob o efeito de substâncias ilícitas e álcool.

Considerando a gravidade do acidente que deixou pai e filho feridos, o juiz Gustavo Coube de Carvalho impôs multas significativas aos réus. O motorista do veículo esportivo foi condenado a pagar um total superior a R$ 161 mil, incluindo R$ 100 mil por danos morais a Ivan Bartalot Pereira Maiorano, R$ 60 mil ao pai, Edilson Maiorano, e aproximadamente R$ 1,3 mil por danos materiais. A influenciadora, por sua vez, deverá desembolsar R$ 50 mil, sendo R$ 30 mil para o pai e R$ 20 mil para o filho, pela postura adotada após o acidente.

O pedido de indenização da mãe do jovem, Debora Bartalot Pereira, foi negado pelo juiz, que considerou que, embora a situação tenha causado abalo emocional, o sofrimento dela não justificou uma indenização.

Ministério Público denuncia por tentativa de homicídio

A condenação de Gato Preto se baseou em evidências periciais apresentadas durante o processo. O juiz ressaltou os resultados dos exames realizados no réu logo após o acidente. “O laudo toxicológico identificou a presença de álcool etílico, MDA e THC em sua urina”, anotou Gustavo Coube de Carvalho em sua decisão.

Em consequência da imprudência no volante, o Ministério Público de São Paulo apresentou uma denúncia contra o influenciador, acusando-o de duas tentativas de homicídio por dolo eventual. O processo também revelou que ambos os réus abandonaram o local do acidente sem prestar socorro, deixando o pai angustiado ao ver o filho preso ao airbag e ferido.

No que diz respeito às questões materiais, a sentença negou o reembolso pelas avarias no carro atingido, uma vez que a seguradora já havia pago mais de R$ 50 mil às vítimas. Além disso, os pedidos de reembolso por despesas de farmácia e estacionamento hospitalar foram rejeitados devido à falta de documentação adequada.

Exposição nas redes sociais resultará em indenização de R$ 50 mil

Embora Bia Miranda estivesse apenas como passageira no momento da colisão, sua conduta após o acidente foi crucial para sua condenação. Ela filmou as vítimas feridas e publicou o conteúdo em suas redes sociais para milhões de seguidores.

Durante a gravação, a influenciadora utilizou termos depreciativos ao se referir ao motorista ferido e ao veículo dele. “Senhorzinho”, foi o que disse em relação ao homem, além de descrever o carro atingido como “lixo”.

Diante disso, a defesa alegou que os vídeos tinham a intenção de tranquilizar seus fãs sobre seu estado de saúde, mas essa justificativa foi refutada pelo juiz. O magistrado concluiu que a influenciadora violou os direitos de imagem e a dignidade das vítimas ao expô-las de maneira vexatória nas redes sociais.

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